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O erro: anunciar como líder quando o comprador sabe quem lidera, e tratar a distância entre a frase do anúncio e a experiência do balcão como problema de percepção do público.
O que custa: cada peça publicada passa a competir com a memória do cliente. Ele leu que a empresa é a maior, chegou ao guichê, encontrou frota menor e espera mais longa, e o anúncio vira prova de que a marca exagera. O orçamento de mídia financia a própria desconfiança, e o vendedor gasta o atendimento explicando o exagero que o cartaz criou.
O que fica: posição é dado público. Marca que escreve a própria posição antes que o cliente a descubra compra confiança pelo preço de uma linha de texto.
O segundo erro é confessar a desvantagem sem oferecer compensação. Anúncio que diz apenas que a empresa é menor entrega um argumento pronto ao concorrente. A confissão só funciona acompanhada do motivo pelo qual ser menor beneficia quem compra, e esse motivo precisa existir na operação antes de aparecer no texto.
O terceiro erro é abandonar a posição na primeira troca de diretoria. Campanha construída sobre uma posição declarada leva anos para entrar na cabeça do público e sai da cabeça dele em poucos meses de silêncio. A Avis atravessou décadas com as mesmas cinco palavras e cada diretor que chegou herdou a obrigação de não mexer nelas.
O quarto erro é usar a estratégia sem ter serviço para sustentar. Prometer esforço maior sem carro limpo e sem fila curta produz reclamação em volume proporcional ao investimento em mídia. A promessa de esforço é a mais fácil de checar e a mais cara de fingir.
Três perguntas testam qualquer posicionamento em circulação hoje:
1. Qual é a sua posição real no setor, em número, e ela aparece escrita em algum material que o cliente lê?
2. O que a sua empresa entrega de melhor justamente por ser menor que a líder, e esse benefício já existe na operação ou ainda é intenção?
3. Se o seu anúncio promete um comportamento, quanto tempo o cliente leva para conferir a promessa depois de comprar?
A Avis respondeu as três num anúncio de jornal. A locadora escreveu o próprio segundo lugar no título, ofereceu esforço como motivo de compra, detalhou o esforço em cinzeiro limpo e tanque cheio, e passou a ser conferida por cada cliente que chegou ao balcão a partir de 1963.
"Qual verdade sobre o seu tamanho o seu cliente já sabe antes de você admitir?"
US$ 1,2 milhão. Foi o lucro da Avis em 1963, primeiro ano positivo depois de treze anos de prejuízo, conforme Robert Townsend registrou em Up the Organization (1970).
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