In partnership with

Marcas Memoráveis   Marcas Memoráveis
ED 083
{{saudacao | Bom te ver por aqui.}} {{saudacao_nome | }}
              
{{ofensiva_curta | comece hoje}}
Ver ofensiva →

Você escolhe a edição de amanhã: a votação está no fim desta edição.

{{subiu_orn | }} {{subiu_num | }} {{subiu_orn | }}

{{subiu_caps | }}

{{subiu_linha | }}

Em 2018, a Xiaomi travou o lucro do celular em 5%

O conselho prometeu devolver ao cliente o excedente de cada aparelho e passou a cobrar a margem nos aplicativos do telefone.

Lei Jun no palco da Universidade de Wuhan, em 2018, ao lado do logotipo laranja da Xiaomi.

Lei Jun anuncia o teto de 5% em Wuhan, 2018

▼
 

Aos 48 anos, o engenheiro Lei Jun, fundador e presidente da Xiaomi, subiu ao palco da Universidade de Wuhan em abril de 2018, a mesma escola onde tinha se formado em ciência da computação, e leu uma promessa escrita em ata.

O conselho da empresa tinha aprovado um teto. O lucro líquido do negócio de aparelhos, somados celulares, televisores e o resto do catálogo, nunca passaria de 5%. Se passasse, a Xiaomi devolveria o excedente aos clientes.

A plateia era de estudantes, e o evento servia para lançar um celular novo, o Mi 6X. O anúncio, porém, tinha outro público. Faltavam poucas semanas para a Xiaomi pedir registro na Bolsa de Hong Kong, e cada analista do mercado ia ler a ata.

Uma fabricante de celular costuma esconder a margem. A Xiaomi publicou a sua com número e limite, e escolheu um número baixo.

Para comparar, a Apple não divulga margem por aparelho, e a Samsung reporta só o resultado da divisão inteira de celulares, sem prometer limite para nenhum produto.

O gesto tinha custo visível. Uma empresa que se oferece a investidores normalmente promete lucro crescente; a Xiaomi prometia lucro contido justamente no produto que mais vendia.

Lei Jun tinha resposta pronta para a dúvida. O dinheiro viria depois da venda, de dentro do telefone: loja de aplicativos, publicidade no sistema, jogos, crédito ao consumidor e assinatura de vídeo.

O celular virava porta de entrada. Quem comprasse barato passaria anos usando o sistema da Xiaomi, e cada hora de tela podia gerar receita sem que o preço da caixa subisse um yuan.

A promessa de 5% foi para o prospecto, o documento oficial que a empresa entrega à bolsa antes de vender ações. Virou cláusula de marca, assinada pelo conselho, e não só frase de palco.

A primeira faixa volta oito anos no tempo e mostra como a Xiaomi construiu a fama de preço baixo que o teto vinha proteger.

Continue lendo ↓

 

Quem banca a edição de hoje

9 Plays e-Commerce Leaders Are Running to Protect Margin

On the surface, selling out sounds like a pretty good holiday problem to have. That’s the case until the costs add up.

CommerceIQ discovered that stockouts cost brands 140% more than baseline on Black Friday and 248% more on Cyber Monday.

Holiday growth can be difficult because more sales don’t always mean more profit. Margin quietly disappears across ad spend, discounts, inventory decisions, creator payouts, and returns that hit in January.

9 Plays to Defend Your Margin This Holiday Season looks at nine of those places, including:

  • Healthy ROAS hiding money-losing SKUs

  • Discounts on products shoppers aren’t price-comparing

  • Ad dollars going toward inventory at risk of stocking out

  • Creator payouts capped by first-order math

  • Returns that turn into refunds instead of exchanges

Plus learn four more ways to keep more of what you earn this Q4.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

I  O Prêmio de Marca

O celular de 1.999 yuans

A resposta de ontem

Quem cantou no primeiro show do Allianz Parque?

Paul McCartney, aos 72 anos, abriu a agenda de shows da arena com dois concertos da turnê Out There, nos dias 25 e 26 de novembro de 2014, menos de uma semana depois do jogo de estreia contra o Sport. O ex-Beatle passou a ser o primeiro nome do palco que a seguradora alemã tinha acabado de batizar.

A Xiaomi nasceu em 6 de abril de 2010, num escritório de Pequim, com oito sócios e nenhum telefone. O primeiro produto foi um sistema, o MIUI, uma versão modificada do Android que voluntários instalavam em aparelhos de outras marcas.

Os usuários do MIUI votavam toda semana nas mudanças do sistema pelo fórum da empresa. A Xiaomi lançava atualização às sextas-feiras e lia as reclamações no fim de semana.

Esse fórum virou o primeiro público da marca. Os fãs ganharam apelido próprio, Mi Fen (fã do Mi, em chinês), e passaram a esperar o celular da casa antes de ele existir.

O Mi 1 saiu em agosto de 2011 por 1.999 yuans. O preço ficava abaixo dos concorrentes com peças parecidas, e a Xiaomi vendia só pela internet, sem loja física, sem distribuidor e quase sem anúncio na televisão.

A venda online cortava os intermediários. O lote saía em janelas curtas, a chamada venda-relâmpago, e esgotava em minutos, o que gerava notícia de graça a cada lote.

A empresa também economizava no lançamento. No lugar do comercial de televisão, entravam o fórum, as redes sociais chinesas e os eventos de palco de Lei Jun, que copiavam o formato das apresentações da Apple.

O preço como assinatura

O slogan interno da empresa resumia o plano em poucas palavras: produto que emociona, preço honesto. Lei Jun repetia a dupla em entrevista, em evento e em carta a funcionário.

Ele citava duas lojas como modelo, a rede americana Costco e a japonesa Muji. As duas vendiam com margem baixa e faziam do preço uma parte da identidade, a ponto de o cliente confiar na etiqueta sem comparar.

Na Xiaomi, o preço baixo deixou de ser promoção e virou o próprio nome da marca.

Em 2014, a empresa já disputava com a Samsung a liderança de vendas de celular na China. O crescimento veio sem a rede de lojas que os rivais mantinham em cada cidade.

O catálogo cresceu junto. A Xiaomi passou a investir em fabricantes parceiros de pulseira, purificador de ar, patinete e bateria portátil, todos vendidos com a mesma etiqueta de preço baixo e o mesmo logotipo laranja.

A fama trazia um risco. Para continuar barata, a Xiaomi precisava de escala sempre maior, e uma marca famosa por preço baixo não pode subir o preço sem perder o motivo pelo qual o cliente a escolheu.

Esse era o prêmio da marca: um nome que o comprador associava a preço justo antes mesmo de ver a ficha técnica. O teto de 2018 serviu para transformar a fama em compromisso escrito.

 
 

II  O Movimento

A margem muda de endereço

O prospecto da Xiaomi, entregue à Bolsa de Hong Kong em 2018, dividiu o negócio em três partes. A empresa chamou o desenho de triatlo: aparelhos, serviços de internet e varejo novo, que somava lojas próprias e venda online.

Os números do mesmo prospecto mostravam onde estava o dinheiro. Em 2017, a margem bruta dos celulares ficou em 8,8%. A dos serviços de internet ficou acima de 60%.

Os serviços eram uma fatia pequena da receita e uma fatia grande do lucro. O teto de 5% nos aparelhos tornava oficial uma escolha que a conta já mostrava: a margem ia morar no software.

O telefone como vitrine

Cada Xiaomi vendido carregava o MIUI, e o MIUI carregava a loja de aplicativos, o navegador, o tema de tela e a central de jogos da empresa. Esses espaços vendiam publicidade e cobravam comissão.

Lei Jun deixou a tese por escrito na carta aos investidores publicada no próprio prospecto:

“A Xiaomi não é só uma empresa de hardware (aparelhos físicos), mas uma empresa de internet movida pela inovação”, escreveu Lei Jun na carta aos investidores do prospecto de abertura de capital da Xiaomi, em 2018.

O teto dizia ao cliente onde a Xiaomi não ia ganhar, e dizia ao investidor onde ela ia.

A bolsa aceitou a estrutura. A Xiaomi abriu capital em 9 de julho de 2018, a HK$ 17 por ação, e foi a primeira empresa listada em Hong Kong com ações de voto diferenciado, regra nova que dava a Lei Jun o controle das decisões com uma fatia menor do capital.

O controle importava para o teto. Uma promessa de margem baixa só sobrevive se o fundador puder recusar a pressão do acionista que quer margem alta, e a estrutura de voto garantia essa recusa.

O movimento também mudou o calendário de lucro. A Xiaomi recebia pouco no dia da venda e muito ao longo da vida útil do aparelho, contado em anos de uso do sistema.

Em 2018, a Xiaomi já vendia celulares em mais de 70 países, segundo o mesmo prospecto, e a Índia tinha virado o segundo mercado da casa. Cada aparelho novo nesses países abria mais uma porta para os serviços.

 

Quem banca a edição de hoje

Find what’s slowing your GTM.

Most GTM problems aren’t one big failure. They’re one or two weak spots quietly dragging down the rest.

The free GTM Audit scores your go-to-market across four dimensions, then sequences a 90-day roadmap for your stage.

Drop your URL. Get your score in about 10 minutes.

Patrocinadores mantêm a edição gratuita

 
 
 

III  O Erro de Marca

A propaganda dentro do celular

O erro: cobrar no software a margem prometida longe do aparelho.

O que custa: o cliente sente o anúncio todo dia.

O que fica: margem tirada da etiqueta reaparece em outro lugar.

O mercado leu o teto com desconfiança. No primeiro dia de negociação, a ação da Xiaomi abriu a HK$ 16,60, abaixo do preço de oferta, e passou boa parte de 2019 negociada abaixo de HK$ 10.

Os analistas questionavam a tese de internet. Para eles, a maior parte da receita ainda vinha de celular vendido com margem curta, e a empresa queria ser avaliada como plataforma de software.

O anúncio na tela de configurações

O problema mais visível estava no bolso do cliente. Para fazer os serviços renderem, o MIUI passou a exibir anúncios em aplicativos do próprio sistema, inclusive no gerenciador de arquivos e na tela de instalação de aplicativos.

Usuários publicaram queixas em fóruns da China, da Índia e da Europa. A crítica repetia a mesma ideia: o celular barato cobrava a diferença em atenção.

A Xiaomi respondeu com chaves nas configurações para desligar as recomendações. A solução existia, mas ficava espalhada por vários aplicativos, e cada um pedia um caminho diferente.

Na Índia, onde a marca liderava vendas de celular, a queixa ganhou espaço na imprensa de tecnologia local. A empresa prometeu reduzir os anúncios nas versões seguintes do sistema, sem eliminá-los, porque eles sustentavam a conta do teto.

O preço honesto da caixa passou a dividir a tela com propaganda do próprio fabricante.

Havia ainda a questão da devolução. A ata falava em devolver o excedente de forma razoável aos usuários, sem fixar o formato, o prazo ou quem conferiria a conta, e a própria empresa ficou responsável por medir a margem.

O desenho tinha lógica: celular barato, lucro nos serviços, controle do fundador. O erro de marca ficou na experiência. A promessa de preço justo vivia na etiqueta, e o anúncio vivia na tela que o cliente abria várias vezes por dia.

A lição serve a qualquer marca que limita o preço de um produto e compensa em outro ponto. O cliente sente a cobrança onde ela acontece, e a promessa assinada na ata não aparece no gerenciador de arquivos.

5% de lucro líquido por aparelho. Foi o teto que o conselho da Xiaomi aprovou em abril de 2018 e registrou no prospecto entregue à Bolsa de Hong Kong.

 
 
Quiz da edição

Em abril de 2018, na Universidade de Wuhan, o conselho da Xiaomi aprovou um teto para o lucro líquido do negócio de aparelhos (celulares, TVs e demais produtos). Qual era esse limite?

A10%
B5%
C8,8%
D60%

Veja o ranking de quem mais acerta →

 
Sua avaliação

Como foi a edição de hoje?

🏷️🏷️🏷️🏷️🏷️  ótima 🏷️🏷️🏷️🏷️  boa 🏷️🏷️🏷️  ok 🏷️🏷️  ruim 🏷️  péssima
 
Escolha a edição de amanhã

Qual edição você quer ver amanhã?

Voto aberto até 29/10, 23h

A Stolichnaya e Stoli →
B Swatch →
C Budweiser e Budvar →
D Parmigiano Reggiano →
 
Recomendação de Newsletter
Mitologia do Dia

Mitologia do Dia

Todo dia, 12:12. Um mito grego virado do avesso: o padrão que ele descreve, e onde ele aparece em você.

Quero receber →

 
Sua ofensiva
🔥 {{streak_atual | 0}} {{streak_titulo | Comece sua ofensiva hoje}} recorde {{streak_recorde | 0}}
Seus últimos 6 dias e hoje
{{ouro_linha | Cada edição vale 10 de ouro: voto, quiz e clique.}}

missão de hoje

📨 Mandar seu link pra 1 pessoa (1x por dia) +10
WhatsApp   Copiar link

Confirmou? +100 de ouro: entra no seu ouro à noite.

{{streak_cta | Começar minha ofensiva}}
{{rank_simbolo | Ⅰ}} {{rank_nome | Aprendiz}} · {{moedas | 0}} de ouro · loja e missões →
 
Clímax da temporada

Maratona dos 7 dias finais

◆◆◆◆293031

Dia 5 de 7 · a temporada de outubro fecha 31/10

{{maratona_dias | 0}}
dias feitos
{{maratona_faltam | 6}}
pra fechar

Presença por clique, voto ou quiz. Sem folga na maratona: o seguro do mês cobre 1 dia.

Acompanhar minha ofensiva →

 
 
 

A etiqueta explicada, todo dia.

Marcas Memoráveis

MARCAS MEMORÁVEIS

Uma marca por dia, e o porquê do preço

💬 Receba pelo WhatsApp·✍️ Crie sua Newsletter