A resposta de ontem Quem cantou no primeiro show do Allianz Parque? Paul McCartney, aos 72 anos, abriu a agenda de shows da arena com dois concertos da turnê Out There, nos dias 25 e 26 de novembro de 2014, menos de uma semana depois do jogo de estreia contra o Sport. O ex-Beatle passou a ser o primeiro nome do palco que a seguradora alemã tinha acabado de batizar. |
A Xiaomi nasceu em 6 de abril de 2010, num escritório de Pequim, com oito sócios e nenhum telefone. O primeiro produto foi um sistema, o MIUI, uma versão modificada do Android que voluntários instalavam em aparelhos de outras marcas.
Os usuários do MIUI votavam toda semana nas mudanças do sistema pelo fórum da empresa. A Xiaomi lançava atualização às sextas-feiras e lia as reclamações no fim de semana.
Esse fórum virou o primeiro público da marca. Os fãs ganharam apelido próprio, Mi Fen (fã do Mi, em chinês), e passaram a esperar o celular da casa antes de ele existir.
O Mi 1 saiu em agosto de 2011 por 1.999 yuans. O preço ficava abaixo dos concorrentes com peças parecidas, e a Xiaomi vendia só pela internet, sem loja física, sem distribuidor e quase sem anúncio na televisão.
A venda online cortava os intermediários. O lote saía em janelas curtas, a chamada venda-relâmpago, e esgotava em minutos, o que gerava notícia de graça a cada lote.
A empresa também economizava no lançamento. No lugar do comercial de televisão, entravam o fórum, as redes sociais chinesas e os eventos de palco de Lei Jun, que copiavam o formato das apresentações da Apple.
O preço como assinatura
O slogan interno da empresa resumia o plano em poucas palavras: produto que emociona, preço honesto. Lei Jun repetia a dupla em entrevista, em evento e em carta a funcionário.
Ele citava duas lojas como modelo, a rede americana Costco e a japonesa Muji. As duas vendiam com margem baixa e faziam do preço uma parte da identidade, a ponto de o cliente confiar na etiqueta sem comparar.
Na Xiaomi, o preço baixo deixou de ser promoção e virou o próprio nome da marca.
Em 2014, a empresa já disputava com a Samsung a liderança de vendas de celular na China. O crescimento veio sem a rede de lojas que os rivais mantinham em cada cidade.
O catálogo cresceu junto. A Xiaomi passou a investir em fabricantes parceiros de pulseira, purificador de ar, patinete e bateria portátil, todos vendidos com a mesma etiqueta de preço baixo e o mesmo logotipo laranja.
A fama trazia um risco. Para continuar barata, a Xiaomi precisava de escala sempre maior, e uma marca famosa por preço baixo não pode subir o preço sem perder o motivo pelo qual o cliente a escolheu.
Esse era o prêmio da marca: um nome que o comprador associava a preço justo antes mesmo de ver a ficha técnica. O teto de 2018 serviu para transformar a fama em compromisso escrito.
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